Demorou pra eu entender minhas emoções.

Demorou pra eu perceber que, na verdade, não existem emoções positivas e negativas.

Demorou pra eu sacar que todas elas são importantes, todas tem valor, todas vem com mensagens.

Olhar com carinho pras minhas emoções só foi possível quando eu me dediquei a ser quem eu realmente sou.

Quando eu abandonei minha dedicação em agradar, em me encaixar, em me enquadrar.

Nesse momento me abri pras partes que antes eu considerava “feias” e entendi que elas eram pedacinhos fundamentais de quem eu sou.

A raiva que representa minha impaciência pra injustiças. A tristeza que sinaliza minha sensibilidade. O ciúme que aponta pro meu medo de ser abandonada.

Todas elas contam histórias sobre mim, sobre quem sou, sobre quem fui, sobre quem eu posso ser.

As emoções podem ser grandes professoras, desde que a gente aprenda a se debruçar sobre elas e olhar bem de pertinho o que elas vieram nos dizer.

E não precisa ter medo. Você pode sentir. Aliás, melhor sentir. Assim a onda da emoção vem, circula e vai embora livremente.

O que te faz mal é segurar, fingir, esconder. Ter medo das suas emoções é ter medo da sua força.

O importante é aprender a fazer as pazes com elas, aceitar que vidas intensas tem mesmo muitos altos e baixos e entender que cada pedacinho de você é um pedacinho que deve ser amado, cuidado, amparado.

Lembra, você não está aqui pra ser linear e previsível. Você está aqui pra ser inteira, única e profundamente você.

Beijos com muito amor sempre