EU DESCOBRI…

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Eu descobri o John Lennon quando eu tinha uns 11 anos.

Um belo dia algo chamou minha atenção pro único cd dos Beatles que circulava na minha casa e eu parei pra ouvir a música “Imagine”. Eu lembro dos meus olhos percorrendo a letra da música, com uma sensação muito clara de que não era a toa que aquela música tinha chegado até mim.

Quando ele falou “i hope some day you’ll join us and the world will be as one”, era como se ele tivesse me chamando, mas ao mesmo tempo era como se eu tivesse chamando o mundo.
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Aquela foi a primeira vez que eu tive a experiência de ouvir meu coração falando comigo através da voz de outra pessoa.
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Ele falava de um mundo sem guerras, sem fome. Um mundo onde todos são irmãos, onde todo mundo vivia em paz.

Aquilo era absolutamente novo e completamente íntimo pra mim.

Mas realmente, eu me sentia uma sonhadora. Será que era mesmo possível? Eu não tinha nenhuma evidência de que o John Lennon tava falando algo válido. Pelo contrário, ele parecia um louco, que nem eu.

Eu passei a minha vida inteira lutando contra esse chamado, de querer mudar o mundo. A minha sensibilidade e a minha extroversão foram desaparecendo ao longo da minha vida, dando espaço pra resignação, tristeza e solidão.

Mas aquela parte minha, que eu me esforçava em calar, insistia em se expressar através dessa música. E, todas as vezes que eu escutava o John, era como se eu ouvisse a mim mesma.

Depois de 30 anos lutando pra me encaixar nos moldes do “mundo”, eu não encontrei a paz e felicidade que eu sempre procurei. Então, eu me entreguei pra essa voz. E me entregando, eu me encontrei.

Mas eu confesso que ainda dá trabalho redomesticar a minha mente cética e resignada. Ela ainda surta com essa ideia de mudar o mundo e fica gritando na minha cabeça: “Você é só uma, você é pequena, o mundo tá muito ruim, não tem mais jeito”.

A diferença é que agora eu sei que essa mente não sou eu de verdade. Ela é só uma parte minha que quer me proteger de ameaças e desilusões. Então, quando ela começa a se preocupar eu canto, baixinho, com muito amor:

You may say I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day you’ll join us
And the world will be as one

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